Star wars afasta-se do épico: mandalorian prioriza o burocrático e a ‘baby yoda’

A saga Star Wars, conhecida pelos seus momentos dramáticos e reviravoltas inesperadas, surpreende ao apostar numa abordagem mais pragmática na sua mais recente aventura. O filme ‘The Mandalorian and Grogu’ abandona as grandiosas narrativas e os conflitos cósmicos que marcaram os filmes anteriores, optando por uma história focada nas tarefas corriqueiras de dois mercenários espaciais.

De cavaleiros jedi a contratados freelancers

Esqueça a ameaça de destruir a galáxia. Nesta nova entrega, Din Djarin e Grogu – o adorado ‘Baby Yoda’ – são apenas dois trabalhadores terceirizados a cumprir ordens para o Novo Império. A trama começa com uma missão humilde: rastrear Jabba the Hutt Jr., um jovem criminoso envolvido com os irmãos Hutt e o caos criminal que assola o seu antigo império. Uma mudança radical em relação às épicas batalhas e à busca por um ‘escolhido’ que salvaria a galáxia.

Os críticos apontam que o filme se assemelha mais a um ‘picaresco cósmico’, uma jornada aventureira sem grandes objetivos, do que a um épico espacial. A ausência de Sith, Jedi e profecias típicas da saga é notável, substituídas por uma galáxia dominada pela burocracia e pela limpeza de remanescentes imperiais.

Um novo rumor de luta, mas sem a força da trágica

Um novo rumor de luta, mas sem a força da trágica

Embora o filme apresente lutas coreografadas de forma impressionante, com Rotta, o gladiador Hutt, revelando uma força surpreendente, a narrativa se concentra em detales como o mundo úmido de Nal Hutta, onde a ação se desenrola, e na evolução do personagem de Rotta, que busca escapar da sombra do seu pai. Apesar das cenas de ação e da popularidade de Grogu, o filme carece do impacto emocional e da grandiosidade que marcaram os filmes anteriores.

O ritmo lento e a ênfase em Grogu – que passa grande parte do tempo a comer e a explorar – podem desapontar os fãs que esperam um Star Wars grandioso e repleto de reviravoltas. A verdade é que a saga se tornou um programa de manutenção galáctica, com a New Republic a lidar com problemas menores e a rotina de combater remanescentes imperiais.

O futuro da saga?

O futuro da saga?

A produção foi impactada pelos greves dos roteiristas e atores de 2023, e o resultado final reflete essa interrupção. O filme sugere que o futuro de Star Wars pode não ser o épico que muitos fãs esperavam, mas sim uma série de aventuras menores, focadas em personagens secundários e em momentos de interação com Grogu. A questão que se coloca é: será que a saga ainda importa, desde que o ‘Baby Yoda’ continue a atrair a atenção para si?