Exército cego de bulgaria: uma lenda atormenta a argentina

David Toscana, o autor que desvenda as sombras da história, acaba de conquistar o Prêmio Alfaguara com ‘O Exército Cego’, uma obra que ecoa através dos séculos e confronta o presente.

A tragédia de clídonio: quinze mil almas perdidas

A história se inicia com um golpe devastador na Batalha de Clídonio, em 1014. O Imperador Basílio II, em um ato de crueldade implacável, ordenou a mutilação de quinze mil soldados búlgaros: a remoção de um olho para cada cem combatentes. Uma medida extrema que, paradoxalmente, se tornaria um guia para a sobrevivência.

Mas a verdadeira reviravolta reside na figura dos homens tuertos – os ‘ciegos’. Eles não eram descartados, mas sim designados como líderes, guiando seus companheiros através da escuridão, uma ironia sombria imposta pelo imperador bizantino.

A lenda se espalha: medo e esperança na muralha

A lenda se espalha: medo e esperança na muralha

A narrativa de Toscana descreve o terror que se abateu sobre a cidade búrguesa quando a notícia da chegada do exército cego se espalhou. As portas foram trancadas, a incerteza pairava no ar. A visão de homens sem olhos, desprovidos de esperança, era mais assustadora que a ameaça de um exército invasor.

No entanto, a imagem de seus líderes, guiava com sutil maestria, acalmou os ânimos. O imperador búlgaro Samuel e o povo inteiro aguardavam, em um silêncio carregado de apreensão. O momento da revelação – a visão de um exército cego emergiendo das muralhas – gerou uma mistura de horror e alívio.

Um autor que desafia a história

Um autor que desafia a história

‘O Exército Cego’ não é apenas uma reconstituição histórica; é uma exploração da memória, da narrativa e da própria natureza da verdade. Toscana afirma que