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Eco-ativistas paralisam aeroporto em nürnberg: julgadas por ação radical

Nuremberga – Duas ativistas climáticas enfrentam acusações criminais após paralisarem o Aeroporto de Nürnberg em agosto de 2024, causando atrasos e prejuízos bilionários. Lilli G. (25) e Emma D. (29), integrantes do grupo "Letzte Generation", foram julgadas por perturbação de serviços públicos, danos materiais e invasão de propriedade.

Ação extrema gera caos no aeroporto

Ação extrema gera caos no aeroporto

As ativistas, armadas com ferramentas como cortadores de arame, invadiram a área de taxiamento do aeroporto na manhã de 15 de agosto, prendendo-se ao solo com adesivos de cola e areia. O objetivo: protestar contra a política energética do país, com um banner ostentando a mensagem "Óleo mata". A ação imediata paralisou o tráfego aéreo, impedindo decolagens e pousos.

O impacto foi imediato e severo: mais de 6.000 € em custos adicionais com pessoal, 3.000 € em perdas de receita, 8.000 € em despesas com bombeiros e 27.000 € de prejuízo para uma companhia aérea. Além disso, um portão da cerca foi danificado.

A situação se agravou ao bloquear um dos helicópteros de resgate disponíveis em Baviera, um recurso vital em emergências. Passageiros ficaram presos em aeronaves, e voos foram desviados para outros aeroportos.

Durante o julgamento, Emma D. defendeu que sua intenção era apenas chamar a atenção para a urgência da crise climática, enquanto Lilli G. expressou arrependimento, admitindo o medo que a motivou naquele momento, mas questionando se repetiría a ação.

As acusações contra as duas incluem perturbação de serviços públicos, danos materiais e invasão de propriedade com ameaça. A sentença ainda não foi proferida, mas as ativistas enfrentam a possibilidade de penas de prisão. A repercussão do caso reacende o debate sobre a eficácia e os limites das protestos climáticos.

Apesar das alegações de que não desejaram causar danos, a ação das ativistas gerou prejuízos significativos e colocou em risco a segurança de voos de emergência. A questão central permanece: até onde se pode ir em nome da causa ambiental?

O julgamento continua.