Gasolina em ascensão: crise no oriente médio impulsiona preços e ameaça bolso dos motoristas

Aumentos abruptos nos preços da gasolina assola postos de combustíveis em todo o país. A situação, já delicada, ganhou contornos alarmantes com a escalada do conflito no Oriente Médio, que tem impacto direto no mercado internacional de petróleo.

Novo choque nos postos: preços disparam após crise no oriente médio

A última variação registrou ganhos de 3 a 12 centavos por litro em diferentes combustíveis. Super, E10 e diesel não ficaram imunes ao aumento, com o Super subindo 11 centavos para R$ 2,24, o E10 em 11 centavos para R$ 2,18 e o diesel 12 centavos para R$ 2,38.

A dinâmica de preços, que até a tarde de ontem apresentava valores mais baixos – Super a R$ 2,13, E10 a R$ 2,07 e diesel a R$ 2,26 – revela a fragilidade do mercado diante de eventos geopolíticos. A interrupção no fornecimento de petróleo, causada pela ameaça de ataques à Estreita de Hormuz, é o principal catalisador desse aumento.

Governo em pânico: medidas urgentes tentam acalmar a situação

Governo em pânico: medidas urgentes tentam acalmar a situação

O governo federal, pressionado por empresários e consumidores, anunciou medidas emergenciais para tentar conter a alta dos combustíveis. A proposta inclui uma redução temporária de 17% na carga tributária sobre gasolina e diesel, válida por apenas dois meses. Além disso, prevê um bônus de até R$ 1.000 para trabalhadores, financiado por maiores impostos sobre tabaco.

No entanto, as críticas são duras. O ADACalerta que a medida deve ser efetivamente repassada aos postos de combustíveis, sob rigorosa fiscalização do Estado. ‘É preciso garantir que os 17 centavos prometidos cheguem ao consumidor’, afirma o presidente da entidade, Karsten Schulze. A complexidade da cadeia de abastecimento dificulta a transferência imediata dessa redução, expondo o setor à especulação.

A instabilidade do mercado petrolífero exige cautela. A cotação do petróleo bruto, que já ultrapassou os US$ 100, reflete a apreensão do mercado financeiro com a escalada do conflito no Oriente Médio. A dependência do Brasil em relação à importação de petróleo torna o país particularmente vulnerável a choques externos.