Pentágono em crise: contagem de mortos e feridos no iraque ‘escondida’ e manipulada
A confusão em torno das baixas americanas no Iraque, durante a guerra contra o Irã, atingiu níveis alarmantes. Donald Trump, com seus 80 anos, enfrenta agora uma tempestade de críticas sobre a precisão da contagem de vítimas do exército americano.
Dados contraditórios e suspeitas de manipulação
O Departamento de Defesa, sob a liderança de Pete Hegseth, inicialmente divulgou números conflitantes: de 18 para 14 mortos, e depois, uma explosão de feridos, chegando a mais de 200. A estratégia, segundo fontes, seria separar as operações – ‘Epic Fury’ até abril – de um conflito mais amplo a partir de julho de 2026, com a base em Al-Azraq, Jordânia.
Satélites captaram aeronaves de combate – Thunderbolt, Hercules – reforçando a impressão de uma operação muito mais complexa e, possivelmente, disfarçada. A presença de tropas americanas na base jordaniana, confirmada por imagens de satélite, é um detalhe que agrava a situação.

Críticas e acusações de manipulação
O republicano Thomas Massie já chamou a prática de ‘lista absurda’, dividindo o conflito em duas guerras distintas. A situação se intensificou com a designação de três soldados – dois no Iraque e um no Iêmen – para a ‘nova guerra’, e a subsequente transferência de seus corpos. Trump, em um ato de rara demonstração de emoção, participou da cerimônia de repatriamento.
A gouvernera Kathy Hochul, de Nova York, alertou para o risco de a administração Trump relativizar as perdas humanas em nome da política. A crescente lista de feridos – 624, um aumento de quase 30% em questão de dias – levanta sérias dúvidas sobre a transparência do Pentágono.
Joel Valdez, porta-voz do Departamento de Defesa, atribuiu as discrepâncias a ‘falhas técnicas temporárias’, mas a medida é insuficiente para acalmar as críticas. A restrição de acesso à informação, com apenas 60 jornalistas autorizados e a necessidade de acompanhamento militar, dificulta a auditoria independente dos dados.

O preço da guerra: custos bilionários e censura
O conflito com o Irã se mostra cada vez mais oneroso para os cofres americanos. Além da contagem de baixas, a guerra vem gerando custos bilionários, como revelado por ministros do governo. A crescente pressão por transparência e a suspeita de manipulação de dados colocam em xeque a credibilidade do Pentágono e a forma como a administração Trump lida com as consequências da guerra.
A situação é, em suma, uma bomba-relógio: a verdade sobre as perdas americanas no Iraque ainda não foi revelada.”
