Inglaterra: a busca pela nova abby dow acalma a seleção

A seleção inglesa de rugby feminino enfrenta um desafio que vai além da simples substituição: como preencher o vazio deixado por Abby Dow, a ala que se aposentou após a Copa do Mundo. A tarefa se torna ainda mais premente com o início iminente do Campeonato Seis Nações, onde as Red Roses buscam seu oitavo título consecutivo. A solução, contudo, reside em um leque de talentos que, apesar das diferentes características, prometem manter o alto nível da equipe.

A ausência de uma lenda e o surgimento de novas estrelas

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Dow, com seus 50 tries em 59 jogos, era uma força imparável, cuja velocidade e precisão eram cruciais para o ataque inglês. Sua decisão de seguir carreira em engenharia deixou um buraco a ser preenchido, mas a comissão técnica, liderada por John Mitchell, não se desespera. Claudia Moloney-MacDonald, Jess Breach, Millie David, Bo Westcombe-Evans e Mia Venner são as candidatas que disputam a vaga, cada uma com suas próprias qualidades.

Mitchell, em declarações recentes, enfatizou a versatilidade do grupo: “Abby era de classe mundial, uma jogadora extraordinária. Agora, temos Claudia, Jess, Millie… Cada uma traz pontos fortes distintos. O equilíbrio é a chave.” Breach, que já vinha sendo utilizada por Mitchell desde 2023, é a favorita para a titularidade. Do outro lado, Moloney-MacDonald, parte integrante do time campeão mundial, demonstra força física e velocidade, características que a tornam uma opção sólida.

Entre as novidades, Millie David, apelidada de “Millie Whizz” pela sua velocidade impressionante, chama a atenção. Campeã de artilheira da Premiership Women’s Rugby na última temporada, David, com qualificações para jogar pela Austrália, personifica a renovação do elenco. Venner, com 11 tries e liderando o Gloucester-Hartpury, e Westcombe-Evans, que retorna após uma lesão no ligamento cruzado anterior, completam o grupo de concorrentes.

A experiência se mantém: Apesar das mudanças no elenco, com as aposentadorias de Emily Scarratt e outras jogadoras, e a gravidez de Zoe Stratford, Abbie Ward e Lark Atkin-Davies, a seleção inglesa mantém uma média de 29 jogos por partida, evidenciando a solidez da base.

Com a promoção de Meg Jones à capitania, a continuidade é um tema central. “Estou imensamente orgulhoso de assumir a braçadeira,” declarou Jones. “Trabalhei com Zoe e as demais líderes, então nada muda fundamentalmente. O mais importante é que todos compartilhem a mesma visão e trabalhem pelo mesmo objetivo.”

Apesar das transformações, a tradição de vitórias da Inglaterra permanece intacta. O confronto com a Irlanda, no próximo sábado, será o primeiro teste para esta nova formação, mas as Red Roses chegam como favoritas, prontas para manter a hegemonia no Campeonato Seis Nações. A partida promete ser um espetáculo, com o som familiar das Red Roses ecoando nos gramados da Inglaterra.