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Perú e uruguai: a bicolor busca reação em cusco, olhando ao mundial

A altitude de Cusco, a 3.399 metros, será o palco de um confronto decisivo na Liga de Naciones Feminina: Peru x Uruguai. Para a seleção peruana, a partida de sexta-feira, 10 de abril, não é apenas mais um jogo; é uma oportunidade crucial para reacender a esperança de uma vaga direta para a Copa do Mundo de 2027 ou, pelo menos, uma chance no playoff intercontinental. A pressão é palpável, mas a chama da esperança ainda arde após a vitória histórica sobre o Chile.

Um respiro e uma desilusão em confronto

A vitória por 3 a 1 sobre o Chile, rompendo uma seca de 19 anos sem triunfos em competições oficiais, injetou ânimo na equipe. Gols de Alesia García, Luz Campoverde e a jovem promessa Raquel Bilcape (com 18 anos, brilhou marcando e assistindo) reacenderam a paixão da torcida peruana. Mas a euforia durou pouco. A derrota esmagadora por 6 a 0 para a Venezuela, em Lara, expôs fragilidades e levantou questionamentos sobre a consistência do time de Antonio Spinelli.

Do outro lado, o Uruguai também precisa somar pontos. Com apenas dois pontos em três jogos, a seleção dirigida por Ariel Longo busca se recuperar de um início turbulento na competição, marcado por um empate contra a Argentina, uma derrota para o Paraguai e outro empate sem gols contra o Equador. A equipe uruguaia chega a Cusco com a necessidade urgente de um resultado positivo.

A transformação na videna e a busca por talentos

A transformação na videna e a busca por talentos

O projeto de transformação da seleção peruana, inspirado no sucesso do time masculino, tem se intensificado na Videna, o centro de treinamento da Federação Peruana de Futebol. Um trabalho de scouting rigoroso tem resultado na incorporação de jogadoras que atuam em ligas competitivas da Europa, América do Norte e Oriente Médio. Nomes como Mia Shalir (Israel), Marjory Sánchez (Colômbia), Mía León e Sashenka Porras (México), Brenda Meier (Suíça), Alesia García (Hungria), Claudia Domínguez (Espanha) e Claudia Cagnina (Noruega) ilustram a crescente internacionalização do futebol feminino peruano. Antonella Solari e Khloe Olano, atuando nos Estados Unidos, também reforçam o elenco.

Apesar do esforço e da busca por talentos, a realidade é que o Peru é o segundo time mais vazado da Liga de Naciones Feminina, com 11 gols sofridos em apenas quatro jogos – um reflexo da necessidade urgente de fortalecer a defesa. A sequência de jogos, com confrontos contra Paraguai e Equador logo em seguida, torna a partida contra o Uruguai ainda mais crucial para definir o futuro da equipe no caminho rumo ao Mundial.

O confronto entre Peru e Uruguai, marcado para as 16h (horário local), será transmitido pela DirecTV, através do canal DSports, também disponível na plataforma DGO. A torcida peruana espera ansiosamente por uma atuação convincente e uma vitória que reacenda a esperança de um futuro promissor para o futebol feminino do país.