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Abuso de 3 anos em río gallegos: homem condenado a 8 anos por crime hediondo

A Justiça de Santa Cruz aplicou uma sentença severa a um homem identificado apenas pelas iniciais F. C., condenando-o a oito anos de prisão por abusar sexualmente de sua irmã de apenas três anos. O caso, que chocou a comunidade de Río Gallegos, revela a persistente violência contra crianças e a complexidade das dinâmicas familiares disfuncionais.

A denúncia e a confissão: um longo caminho para a justiça

A denúncia e a confissão: um longo caminho para a justiça

A condenação, anunciada após uma extensa audiência na Câmara Oral de Río Gallegos, é resultado de uma investigação que se iniciou em janeiro de 2020, quando a mãe da vítima denunciou o abuso à Comisaria da Mulher. A investigação se aprofundou com o depoimento da menina em uma entrevista por câmera Gesell, revelando que os abusos não foram eventos isolados, mas sim uma série de agressões repetidas.

A fiscal responsável pelo caso, Verónica Zuvic, considerou a confissão do acusado “clara e direta” e solicitou a pena máxima possível, que foi acatada pelo tribunal. A defesa do réu também concordou com a sentença, agilizando o processo.

A trajetória da mãe da vítima, que relatou ter enfrentado seis anos de luta nos tribunais sem o devido suporte jurídico, expõe as falhas no sistema de proteção à criança e ao adolescente. A falta de orientação sobre seus direitos e a ausência de assistência legal adequada dificultaram a busca por justiça.

O julgamento não foi isento de incidentes. Em outubro do ano passado, a audiência foi suspensa devido a um episódio envolvendo o acusado, que apresentou sintomas de desvanecimento e somnolência, necessitando de atendimento médico.

Apesar da condenação, a dor da família permanece. A sentença de oito anos de prisão para F. C. representa um passo, mas não a cura, em um caso que ecoa a urgência de políticas públicas mais eficazes na proteção da infância e no combate à violência doméstica.