Assassinato em capitán bermúdez: plano macabro revelado em mensagens
Uma noite orquestrada por WhatsApp, um Fiat Siena vermelho e um martílio: os detalhes macabros do assassinato do colombiano José Omar Rendón Fernández, de 65 anos, em Capitán Bermúdez, Santa Fé, Argentina, expõem um plano frio e calculista. A vítima, motorista de aplicativo, foi encontrada morta em um terreno baldio, e a investigação aponta para um crime passional com motivações financeiras.
A teia de mensagens e o encontro fatal
A trama se desenrolou em uma sequência de mensagens trocadas entre a vítima e Agustina Ellero, uma das suspeitas. Dias antes do crime, Ellero iniciou uma conversa por WhatsApp com Rendón, marcando um encontro que não se concretizou em sua residência. O ponto de encontro final foi definido em um apartamento em San Lorenzo, onde Ezequiel Rodríguez, companheiro de Ellero, aguardava. No dia 26 de março, Rendón chegou ao local, sendo brutalmente atacado com um martillo assim que entrou no departamento.
Os golpes foram múltiplos e violentos: fraturas no nariz, pómulo, costela e clavícula. Após a agressão, a dupla roubou dinheiro, celulares e forçou a vítima a revelar as senhas de suas contas bancárias. Transferências fraudulentas de 216.000 pesos para a conta de Rodríguez e 19.522 pesos para a de Ellero confirmam a motivação financeira por trás do crime.

A eliminação de testemunhas e o descarte do corpo
O que se seguiu foi uma tentativa desesperada de encobrir o crime. Segundo as investigações, Rodríguez asfixiou Rendón, eliminando qualquer possibilidade de testemunho ou denúncia. Usando os telefones da vítima, os acusados continuaram a operar no aplicativo de transporte, simulando que Rendón estava ativo e obtendo transferências bancárias de seus clientes habituais. A frieza com que o crime foi planejado e executado é assustadora.
O corpo de Rendón e o Fiat Siena vermelho foram transportados para uma área rural de Ricardone, onde foram abandonados. O carro, desprovido de placas, bateria e extintor, foi encontrado dias depois. A confissão espontânea de Ellero, durante seu traslado para a delegacia, foi crucial para a localização do corpo e o avanço das investigações.

Evidências forenses e a reconstrução do crime
A perícia no apartamento em San Lorenzo revelou vestígios de sangue em um colchão, parede e piso, confirmando a suspeita de que o local foi o cenário do crime. Roupas com manchas hemáticas, celulares, um martillo e um extintor foram apreendidos na residência. Em um Chevrolet Astra pertencente a Rodríguez, vestígios de sangue que podem ser de Rendón também foram detectados. A geolocalização de um dos telefones da vítima confirmou sua presença no apartamento de San Lorenzo, corroborando o relato das autoridades.
O laudo oficial da autópsia revelou que Rendón morreu por asfixia mecânica, apresentando sinais de putrefação e marcas de ataques de animais em seu rosto. A investigação classificou o crime como homicidio criminis causa, um ato intencional cometido para ocultar outro delito e garantir a impunidade.
Ezequiel Rodríguez e Agustina Ellero permanecem presos, aguardando julgamento. O caso levanta questões sobre a segurança dos motoristas de aplicativo e a utilização de tecnologias forenses para desvendar crimes complexos. A frieza com que o plano foi executado e a tentativa de encobrir o crime demonstram a crescente sofisticação do crime organizado e a necessidade de aprimorar as medidas de segurança e investigação.