Crimes em bogotá escalam: jornalista denuncia abuso e impunidade

A noite de sexta-feira, 24 de abril de 2026, foi marcada por mais um caso de violência e insegurança em Bogotá. A jornalista María Paola Sierra, da Noticias Caracol, se viu vítima de um assalto ousado que expôs, mais uma vez, as falhas do sistema de segurança da capital colombiana.

A reação chocante da polícia

O que mais indignou Sierra não foi apenas o roubo de um iPad, pertencente à filha, mas a atitude de um agente da Metropolitana. “Acabaram de quebrar o vidro do meu carro para roubar o iPad da minha filha. A primeira coisa que me disse a polícia foi: ‘Não deixem nada de valor à vista’”, relata a jornalista em seu relato nas redes sociais, acompanhado de vídeos e fotos que documentam a cena.

Um ciclo de violência sem fim

Um ciclo de violência sem fim

Sierra descreve um cenário de crescente impunidade. Em dois anos, ela já foi vítima de três roubos em Bogotá, um deles, particularmente humilhante, no estacionamento do Jumbo Parqueadero Privado. A jornalista não poupa críticas: “Insiste em re-vítimizar a vítima, mas não te culpo, esta sociedade está enferma e normalizou o anormal”, afirma em resposta a um usuário que questionava sua postura ao deixar o aparelho à vista.

“A sociedade está enferma”

“A sociedade está enferma”

A resposta de Sierra ecoa a frustração de muitos cidadãos colombianos diante da escalada da criminalidade. A jornalista denuncia a mentalidade que transforma a vítima em cúmplice, culpando-a pela própria vulnerabilidade. “Diego, lamentável que sua opinião seja responsabilizar a vítima e não o delinquente; essa mentalidade é a que tem a cidade de rodinhas”, argumenta, enfatizando que o foco deve estar na punição dos criminosos, e não na culpa da vítima.

“Dar papaya” e a falta de proteção

A expressão “dar papaya”, amplamente utilizada na Colômbia, resume a crítica de Sierra: expor-se a riscos desnecessários, facilitando a ação dos criminosos. O caso do filho do jornalista Luis Eduardo Maldonado, alvo de um assalto semelhante em El Polo, reacendeu o debate sobre a falta de proteção e o colapso da ordem pública em Bogotá. A ação de autoridades em resposta a esse crime foi rápida, mas a sensação de insegurança persiste.

Um chamado à ação

O incidente, somado a outros ataques recentes, como os assaltos a mulheres no bairro La Calleja e em um estacionamento de restaurante, expõe a urgência de medidas efetivas para combater a criminalidade e restaurar a confiança da população nas instituições. A jornalista conclui com força: A criminalidade em Bogotá não é um problema de “dar papaya”, mas sim um reflexo de um sistema falido e da impunidade que o alimenta.”