Fúria em viseu: concentração ataque à ertzaintza acusada de complicidade com sionismo
Cerca de meio século de manifestantes invadiu hoje o Parlamento Vasco, em Viseu, para denunciar o que consideram ser uma grave cumplicidade entre a Ertzaintza e o PNV com o sionismo. A acusação, carregada de teorias conspiratórias e acusações graves, ecoa em meio a uma comparecimento do conselheiro de Segurança do Governo Vasco, Bingen Zupiria.
A explosão de discordância: protesto contra a ertzaintza e acusações de ‘sionismo’
A concentração, convocada em resposta à audiência de Zupiria, transilhou um sentimento profundo de desconfiança. A mensagem, estampada em euskera e castelhano numa pancarta impactante, era clara: ‘Basta ya de abuso policial. Ertzaintza-PNV sioniosmoren konplize’ – “Já chega de abuso policial. Ertzaintza-PNV, cúmplices do sionismo”. A retórica, agressiva e carregada de simbolismo, não se limitou a palavras.
Agus Gorbea, porta-voz dos organizadores, descreveu o episódio como uma resposta à ‘violência desproporcional’ da Ertzaintza no aeroporto de Loiu, durante a repressão à flotilha Global Sumud. “Não havia justificativa para tal atitude”, afirmou, intensificando as acusações. Gorbea não poupa em detalhes, alegando que a Ertzaintza estaria a ser ‘treinada por forças próximas ao Mossad’ e que o seu equipamento provém, em grande parte, de Israel. Uma alegação que, se comprovada, abriria uma fenda ainda maior na confiança nas instituições.

Conexões questionáveis: pnv e a sombra do sionismo
As acusações vão além da polícia basca. Gorbea denuncia ligações do PNV com o sionismo, argumentando que esta relação é a raiz do que ele descreve como uma ‘solidariedade hostil’ com o povo palestiniano. “O PNV tem laços muito fortes com o movimento sionista, e isso se reflete na sua postura contra qualquer forma de apoio à Palestina”, declarou. A acusação de que a Ertzaintza estaria a ser ‘treinada’ por elementos ligados ao Mossad adiciona uma camada de complexidade e suspeita à situação, levantando questões sobre a influência de atores externos na segurança regional.
A manifestação, embora focada em Viseu, ressoa com tensões latentes na sociedade basca. A retórica utilizada, com slogans como ‘Zuek ere sionistas zarete’ (Vosotros também sois sionistas) e ‘Israel hiltzaile, Jaurlaritza languntzaile’ (Israel assassina, Governo Vasco cúmplice), revela um ativismo radical e uma profunda desilusão com as autoridades. A verdade é que o caso levanta um debate urgente sobre a identidade basca, a segurança regional e as complexas relações geopolíticas que moldam o nosso mundo.
