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Gas em lima e callao retorna: suministro pleno previsto para 15 de março

O abastecimento de gás natural em Lima e Callao será totalmente normalizado até domingo, 15 de março, após uma rápida intervenção para reparar o gasoduto danificado em Megantoni, Cusco. A informação foi confirmada pelo presidente José María Balcázar, em meio a um período de racionamento que afetou a população e a indústria.

Reparo acelerado evita crise maior

Reparo acelerado evita crise maior

Apesar da complexidade da operação, que exigiu a mobilização urgente de tubulações e soldagem, a empresa Transportadora de Gas do Peru (TGP) conseguiu cumprir o cronograma previsto. A normalização do serviço será gradual, começando com o abastecimento de veículos e indústrias, seguido pela distribuição para residências.

O ministro de Energia e Minas, Ángelo Alfaro Lombardi, detalhou que a capacidade do sistema havia caído para 79% do fluxo habitual, colocando em risco a oferta para serviços essenciais. Uma falha que, se não fosse contida, poderia ter deixado mais de 2,1 milhões de lares sem gás natural e paralisado hospitais e indústrias.

A causa da averia, ocorrida no ponto KP 43 do gasoduto, ainda é investigada. O presidente Balcázar declarou que a investigação busca determinar se o incidente foi um acidente ou uma ação intencional. A Polícia Nacional e o Ministério Público estão investigando o caso.

O governo também monitorou o aumento da demanda por gás liquefeito de petróleo (GLP) devido a compras preventivas, pedindo à população que evitasse o acúmulo excessivo. A TGP tem previsto a chegada de um novo carregamento de GLP em 12 de março e a retomada da produção pela Pluspetrol, a partir de sexta-feira. A coordenação entre o governo, a TGP e órgãos reguladores foi essencial para garantir a retomada do fornecimento.

A comunicação transparente com a imprensa foi um ponto chave na gestão da crise. O governo enfatizou a importância da fiscalização jornalística para garantir que a população seja informada sobre o andamento das obras e as medidas de segurança adotadas. O ministro Alfaro Lombardi alertou que o restabelecimento completo do serviço levaria, normalmente, entre cinco e seis meses.

Apesar do alívio, o incidente serve como um alerta sobre a vulnerabilidade da infraestrutura energética do país. A conclusão do reparo, em tempo recorde, demonstra a capacidade de resposta do governo, mas a necessidade de investimentos em manutenção e segurança no sistema de gasodutos permanece evidente. A população, por sua vez, respirou aliviada, mas a lição fica: a dependência de recursos naturais, por mais que cruciais, expõe o país a riscos que exigem atenção constante.