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Incêndios de e-bikes e e-scooters disparam no reino unido: alerta máximo

O Reino Unido enfrenta uma crise crescente: os incêndios envolvendo e-bikes e e-scooters atingiram níveis alarmantes em 2025, com um aumento de mais de 500% em relação a 2021. A combinação de baterias de lítio baratas e a proliferação de produtos de baixa qualidade adquiridos online está transformando residências em armadilhas mortais.

Um crescimento exponencial e preocupante

Os dados, compilados a partir de solicitações de acesso à informação a 49 corpos de bombeiros, revelam um quadro desolador. Em 2025, foram registrados 432 incêndios de e-bikes e 147 de e-scooters – um salto de 38% e 20%, respectivamente, em comparação com o ano anterior. Londres lidera o ranking de ocorrências, com 171 incêndios de e-bikes e 35 de e-scooters, mas outras regiões, como Nottinghamshire e Greater Manchester, também registram números preocupantes.

O que pouca gente sabe é que a maioria desses dispositivos são adquiridos em plataformas de comércio eletrônico com controles de qualidade praticamente inexistentes. A busca por preços mais baixos tem um custo alto: baterias defeituosas, kits de conversão improvisados e carregadores inadequados são a principal causa dos incêndios, segundo especialistas.

O mercado sombrio das baterias: um perigo oculto

O mercado sombrio das baterias: um perigo oculto

Nick Bailey, da BatteryIQ, alerta para a existência de um mercado negro de baterias fabricadas artesanalmente ou falsificadas, muitas vezes utilizando células retiradas de cigarros eletrônicos descartáveis. “Não guardaria uma bateria em minha casa sem um monitoramento constante, independentemente do que o fabricante prometa”, adverte. A facilidade de acesso a esses produtos representa uma ameaça concreta à segurança dos consumidores.

Tragédias humanas e apelos urgentes

Tragédias humanas e apelos urgentes

A tragédia bateu à porta de Eden Abera Siem, de 30 anos, que morreu em Londres após um incêndio causado por uma bateria de e-bike em processo de carregamento. O caso, infelizmente, não é isolado. Lesley Rudd, da Electrical Safety First, enfatiza a urgência de regulamentações mais rigorosas. “Precisamos de mudanças significativas e imediatas para evitar que mais vidas sejam perdidas”, declara.

O que as autoridades estão fazendo?

Desde 2021, o uso de e-scooters privados está proibido em Londres, e a legislação exige que os motores de e-bikes sejam limitados a uma velocidade máxima de 25 km/h. No entanto, as infrações são frequentes, e a fiscalização se mostra insuficiente. O governo britânico lançou uma consulta para atualizar o marco de segurança de produtos, mas a implementação de medidas eficazes ainda é um desafio.

Sue Davies, da Which?, critica a falta de responsabilidade das plataformas online. “As plataformas precisam ser responsabilizadas por garantir a segurança dos produtos que vendem. A negligência com a segurança dos consumidores não pode ser tolerada.”

A escalada dos incêndios de e-bikes e e-scooters no Reino Unido é um sinal de alerta para o mundo. A combinação de tecnologia, consumo desenfreado e falta de regulamentação está colocando em risco a vida de milhares de pessoas. A hora de agir é agora, antes que a tragédia se repita em outras cidades e países.