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Investigador do aei acusa sánchez de hipocrisia e de transformar ceuta e melilla em 'colônias'

O ex-funcionário do Pentágono Michael Rubin, especialista em Oriente Médio, publicou um artigo contundente acusando o presidente espanhol, Pedro Sánchez, de adotar uma postura hipócrita em relação a Israel e de transformar as enclaves de Ceuta e Melilla em antigas colônias.

Rubin questiona o alinhamento de sánchez com o anti-israelismo

Rubin, em análise publicada no American Enterprise Institute (AEI), critica a recente mudança de tom de Sánchez em relação a Israel, classificando-o como um “fiel opositor” em um país que, segundo ele, é um dos mais antissemitas da Europa. O autor argumenta que a postura de Sánchez é hipócrita por diversos motivos, desde o silêncio do governo espanhol diante das atrocidades na Irã até a utilização de Israel como aliado no combate ao terrorismo vasco.

O artigo detalha a história colonial de Ceuta e Melilla, destacando a ocupação portuguesa e espanhola desde o século XV, e contrapõe essa realidade com a crítica de Sánchez a Israel. Rubin sugere que a Espanha, ao se opor a Israel, ignora sua própria história como potência colonial, mantendo enclaves territoriais que o país rejeitaria se fossem outros.

Sánchez e erdoğan: um paralelo preocupante

Sánchez e erdoğan: um paralelo preocupante

Rubin traça um paralelo entre a trajetória política de Sánchez e a do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, acusando ambos de buscar distrair sua base eleitoral criando um “inimigo”, que, segundo o autor, seria o judaísmo. A comparação se estende à política externa, com Rubin criticando a postura de Sánchez por promover uma “narrativa moral invertida” que apresenta Israel como agressor, enquanto defende a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental.

O autor ainda aponta para a crescente dependência dos Estados Unidos em relação a uma estratégia de pressão sobre a Espanha, argumentando que o apoio militar americano é a ferramenta mais eficaz para coaccionar Madri, mais do que sanções econômicas. A análise de José Lev Álvarez Gómez, acadêmico israelense-americano, reforça essa tese, destacando o desequilíbrio militar no Estreito de Gibraltar como um ponto crucial.

A crítica de Rubin vai até a comparação entre Sánchez e o líder trabalhista britânico Keir Starmer, vendo em ambos equivalentes ideológicos que abandonam promessas de limpeza e se mostram hipócritas diante de crises. A comparação com Trump e Marco Rubio, que reconheceram a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, serve para ilustrar a mudança de postura de Sánchez, que, segundo o autor, busca evitar um “agravio histórico” que incomodava Marrocos há décadas.

O artigo conclui com a previsão de que a retirada da Espanha do imperialismo africano pode ser o legado de Sánchez, não por vontade própria, mas sob a pressão de Washington.

A análise de Rubin surge em um momento de tensões crescentes entre a Espanha e Israel, agravadas pela postura do governo espanhol em relação à guerra no Oriente Médio. A publicação do texto reacende o debate sobre a política externa de Sánchez e a sua relação com os Estados Unidos.

A ascensão de figuras como Sánchez, que prometem modernização e transparência, muitas vezes se choca com a realidade de regimes com históricos complexos e ligações internacionais controversas.

O futuro da relação entre a Espanha, Israel e os Estados Unidos passa por um ponto de inflexão.

Fonte: Europa Press