Nieto desmente 'guerra' contra de la espriella, exacerba tensão na direita colombiana

O senador Rafael Nieto Loaiza, da bancada do Centro Democrático, lançou um comunicado oficial na noite de hoje, buscando desdizer o que ele descreve como uma interpretação equivocada de suas declarações sobre o futuro do governo Abelardo de la Espriella.

Disputa pela liderança da direita intensifica-se, mas nieto afirma apoio condicional

Disputa pela liderança da direita intensifica-se, mas nieto afirma apoio condicional

Após a polêmica gerada por um artigo na revista Cambio, que sugeria um confronto direto com o presidente eleito, Nieto negou veementemente a existência de uma “guerra”, argumentando que sua intenção original foi muito mais matizada. O senador, conhecido por sua postura combativa contra o governo de Gustavo Petro, reiterou seu desejo de que De la Espriella tenha sucesso, justificando que o sucesso do novo líder é ‘fundamental para a colômbia’ e seu fracasso, um ‘dano para todos’.

Apesar da tentativa de esclarecimento, a controvérsia se intensificou nas redes sociais, alimentada por comentários que resgataram declarações anteriores de Nieto, em que ele mencionava a necessidade de ‘defender o expresidente Álvaro Uribe’ e ‘lutar contra ataques injustos’ contra o Centro Democrático. A percepção de uma ‘guerra’ persiste, somada à alegação de que o abelardismo busca consolidar um novo partido de direita sob a liderança de De la Espriella, deslocando o uribismo desse espaço.

Nieto enfatiza que sua abordagem se baseia em um critério político: apoiar o que for benéfico para os colombianos e se distanciar de tudo que considere prejudicial ao bem-estar da população. Apesar disso, reafirma sua disposição de manter a disputa pelo liderança da direita e de defender o expresidente Uribe, reconhecendo a necessidade de ‘lutar com humildade e trabalho’ pelo apoio dos eleitores e pela ‘defesa do presidente Uribe, injustamente atacado por ambos os lados’. A decisão de seu partido de acompanhar o próximo governo em questões de convergência com sua agenda é, segundo ele, ‘a prioridade máxima’.

A tensão entre o uribismo e o abelardismo, no entanto, transcende um mero título de jornal. Nieto aponta que o abelardismo tem um objetivo político de fundo: consolidar um novo partido de direita, desestabilizando o uribismo e, para tanto, é necessário ‘destruir’ Uribe, o uribismo e o Centro Democrático. A declaração, que gerou grande repercussão, alimenta a percepção de uma ‘guerra’ em curso, especialmente considerando que Nieto afirmou que a disputa ‘se intensificará, sem a menor dúvida’ e que ‘nosso partido vai ganhar’.

A relação entre De la Espriella e Uribe está, portanto, sob forte pressão, agravada pela presença de figuras estratégicas como Carlos Suárez no novo governo. Nieto conclui seu comunicado com uma afirmação contundente: ‘Defendemos o presidente Uribe, que foi injustamente atacado por ambos os extremos, em um ingrato esquecimento de sua tarefa de resgatar a colômbia, ser o baluarte da defesa da democracia e a espinha dorsal da oposição a Petro, e ao Centro Democrático. E triunfaremos.’