Panamá enfrenta um panorama cada mais quente com expansão urbana
Estudos geoespaciais revelam que a capital panamenha está cada vez mais aquecida, graças ao avanço da urbanização e à redução de áreas verdes.
O efeito 'ilha de calor' em panamá
A expansão de zonas urbanas densas, com mais concreto e asfalto e menos árvores, está levando a um aumento significativo nas temperaturas superficiais em diferentes setores da cidade.
Isso é conhecido como 'ilha de calor' urbana, onde materiais como concreto e asfalto armazenam mais calor do que ecosistemas naturais. Assim, zonas densamente urbanizadas mantêm temperatura elevada durante a noite, afetando não só o clima local, mas também a saúde e a qualidade de vida dos moradores.
Os especialistas do Observatório de Riesgo Urbano da Florida State University, em parceria com Esri Panamá e Metromapas, analisaram dados satelitais de 2000 a 2006 e de 2019 a 2025, revelando que a temperatura em diferentes setores da cidade aumentou significativamente nos últimos 15 anos.
O estudo, apresentado em uma plataforma interativa, mostra que áreas com maior cobertura de concreto e asfalto, e menor presença de vegetação, tendem a registrar temperaturas mais altas. Isso destaca a relação direta entre planejamento urbano e microclima urbano.
A presença de áreas verdes, como parques e áreas abertas, ajuda a reduzir a temperatura, fornecendo sombra, melhorando a circulação de ar e facilitando processos naturais de evapotranspiração. Por isso, os especialistas sugerem que a expansão de espaços verdes seja uma estratégia importante para mitigar o aquecimento urbano em Panamá.