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Semana santa andaluz: celebrações radiantes após dois anos de ausência

Após um hiato forçado pela pandemia, a Andaluzia reviveu a Semana Santa com uma intensidade vibrante e céus implacavelmente claros. As tradições seculares, marcadas por fervor religioso e um espetáculo visual inigualável, voltaram a encantar milhares de fiéis e turistas, celebrando a ressurreição de Cristo em um cenário de renovada esperança.

Malaga, jaén e granada: cidades que desafiaram a chuva

Para as cidades de Málaga, Jaén e Granada, a celebração deste ano carregava um peso especial. Após dois anos de ausência devido às restrições climáticas, as irmandades puderam, finalmente, desfilar pelas ruas, levando consigo a fé e a tradição. Em Málaga, os tronos do Santíssimo Cristo Resucitado e da Maravilhosa Rainha dos Céus, que partiram da Igreja de San Julián por volta das 10h, foram recebidos com entusiasmo pela multidão, retornando ao templo ao final da tarde.

Jaén e Granada seguiram um roteiro semelhante, com cofradias desfilando em meio a uma atmosfera carregada de emoção. A imagem do Resucitado, que deixou a basílica menor de San Ildefonso em Jaén, representou um momento de grande significado para os moradores locais, que aguardavam ansiosamente o retorno da tradição.

O contraste com o ano passado é gritante: enquanto em 2023 as celebrações foram marcadas por incertezas climáticas, este ano o sol brilhou intensamente sobre a Andaluzia, permitindo que os participantes desfrutassem plenamente do espetáculo.

Outras cidades, mesmo fé

Outras cidades, mesmo fé

Em outras cidades da região, a estampa do ano passado foi repetida, mas desta vez com a bênção de um céu sem nuvens. Em Sevilha, a Hermandad de la Resurrección marcou o início da celebração às 8h20, com o Senhor da Ressurreição e a Virgem da Aurora como protagonistas. Huelva, por sua vez, testemunhou um marco histórico: pela primeira vez, a Cofradía del Resucitado abandonou as áreas próximas à sua sede para se dirigir à Catedral de La Merced, no centro da cidade, um gesto que demonstra a crescente importância da tradição para a comunidade.

Cádiz, fiel à sua tradição, viu o Resucitado partir de San Antonio às 9h, culminando em um pontifical na Catedral. Já em Córdoba, a hermandad do Resucitado, a única que processa no Domingo de Ressurreição, foi acompanhada pelo repiqueteo de sinos, um som que ecoou pela cidade.

A capital almeriense também celebrou a data, com a imagem do Resucitado partindo da paróquia de Montserrat, em direção à carreira oficial.

A Semana Santa na Andaluzia, mais uma vez, demonstrou ser um evento de profundo significado religioso e patrimonial, atraindo visitantes de todo o mundo e reafirmando a importância da fé e da tradição na cultura espanhola. O balanço é claro: uma celebração plena, de devoção e alegria, que deixa um legado de esperança e renovação para os anos que virão.