Tempestade cega península ibérica: avisos amarelos em quatro comunidades e canarias
Uma frente fria implacável varre a Península Ibérica, colocando em estado de alerta quatro comunidades autónomas do oeste e as ilhas de Canarias. Chuvas torrenciais, ventos violentos e a ameaça de granizo testam a resiliência da população, enquanto as autoridades reforçam os avisos e preparam-se para o pior.
O oeste em alerta máximo: ventos e chuvas se combinam
A situação mais crítica é vivida em Ávila e Salamanca, onde os ventos podem atingir rajadas de até 80 km/h, acompanhados de precipitações intensas. A acumulação de chuva pode ultrapassar os 40 litros por metro quadrado em apenas 12 horas, um volume alarmante que exige cautela redobrada. Extremadura também enfrenta desafios semelhantes, com ventos fortes e chuvas persistentes, especialmente no norte de Cáceres, onde a previsão indica mais de 40 litros por metro quadrado em 12 horas.
Em Andaluzia, Aracena, em Huelva, está sob aviso amarelo devido a rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h. A preocupação se estende a Castela e Leão, onde tempestades severas com ventos muito fortes podem causar transtornos significativos. A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) monitora de perto a situação, emitindo alertas constantes e atualizados.

Canárias e galiza também na mira da tempestade
O Atlântico não perdoa. As ilhas de La Palma e El Hierro, em Canarias, lutam contra fenómenos costeiros e ondas de 4 a 5 metros, colocando em risco as atividades marítimas e a segurança das populações costeiras. A Galiza, por sua vez, enfrenta tempestades com possibilidade de granizo e ventos fortes, enquanto A Coruña tem um alerta adicional devido ao temporal marítimo no oeste do litoral, com ondas que podem atingir até 4 metros de altura.
A tempestade, que se intensifica a cada hora, revela a vulnerabilidade do território face aos eventos climáticos extremos. A resposta rápida das autoridades e a prudência dos cidadãos são cruciais para minimizar os impactos e garantir a segurança de todos. A cifra que incomoda: a frequência com que estes fenómenos se repetem, sinalizando uma nova normalidade climática.
