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Título: Ernesto Macías afirma que Gustavo Petro não está habilitado legalmente para liderar a réplica do Pacto Histórico

O ex-presidente do Congresso, Ernesto Macías, insistiu que o ex-presidente Gustavo Petro não está autorizado pela lei para liderar a oposição na replica após a primeira fala do chefe de Estado, Abelardo de la Espriella. Macías fez a afirmação em um comentário no seu perfil na X, desmentindo o direito que Petro teria de contestar as declarações do governante, apesar de a lei permitir várias interpretações.

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Macías argumentou que, de acordo com sua análise da Lei 1909 de 2018, ou Estatuto da Oposição, o ex-presidente não poderia intervir "legalmente", pois a norma facultava apenas os representantes contrários a De la Espriella a responderem a suas declarações até três vezes durante um ano. No entanto, o documento não continha disposição que reservasse essa prerrogativa exclusivamente ao chamado chefe da oposição.

Petro havia manifestado a intenção de liderar a replica do Pacto Histórico após a fala de De la Espriella, afirmando que desejava falar por todos os canais para demonstrar a ineficácia da ajuda às vítimas do terremoto e o rumo que a sociedade colombiana deve seguir após o desastre.

Macías respondeu a Petro, afirmando que, de acordo com o Estatuto da Oposição, Petro não poderia intervenir na replica pois o status de "chefe da oposição" é reconhecido apenas ao candidato derrotado, ou seja, ao senador Iván Cepeda Castro e sua bancada. "Legalmente, Petro não pode intervenir na replica. É a lei", disse Macías.

O Pacto Histórico citou como base para sua replica o artigo 15 da Lei 1909 de 2018, bem como os artigos 112 da Constituição Política de 1991 e o 14 da Resolução 3134 de 2018 do Conselho Nacional Eleitoral.