Zapatero critica postura de pp e vox sobre irã e defende sánchez
Em um discurso em Segóvia, o ex-presidente do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero acusou o Partido Popular (PP) e o Vox de adotarem uma “postura electoralista” em relação ao conflito no Irão, defendendo que a oposição deveria apoiar o governo liderado por Pedro Sánchez.
Zapatero questiona a narrativa da oposição e defende a legalidade internacional
Zapatero, presente num mitin do PSOE, ironizou as declarações da oposição, sugerindo que eles estariam a exagerar a influência de Pedro Sánchez sobre Donald Trump, alegando que o líder americano teria convencido o presidente a iniciar o conflito.
O ex-chefe de governo lembrou que a União Europeia (UE) é uma “união de direito” e deve reger-se pela legalidade internacional, citando o Tratado de Lisboa como base constitucional. Ele enfatizou que o uso da força só é legítimo com a aprovação do Conselho da ONU ou em legítima defesa, alertando para as consequências de guerras ilegais, como as observadas em Irak.
“Uma guerra ilegal, e tudo o ilegal acaba mal”, afirmou Zapatero, relacionando a situação atual ao conflito no Irão com as repercussões da intervenção em Irak.
O ex-presidente apelou à “direita espanhola” para se juntar a Pedro Sánchez na defesa da paz e da legalidade, alertando para qualquer tentativa de minar a soberania de Espanha. A mensagem de Zapatero ecoa em meio a um debate acalorado sobre a postura do governo espanhol face ao conflito, com a oposição a criticar a falta de uma posição mais firme.
A declaração de Zapatero surge num momento de crescente tensão internacional, com a UE a debater a melhor forma de responder à escalada de violência no Irão. A crítica à postura da oposição e a defesa da legalidade internacional representam uma tentativa de legitimar a ação do governo espanhol e de evitar uma deriva unilateral.
A experiência de Espanha com intervenções militares no passado, como em Irak, serve como um alerta para os riscos de ações externas não autorizadas. Zapatero não hesitou em lembrar que