Ex-oficial da força aérea dos eua confessa fraude milionária com sabor a gângster
Alan Hayward James, um ex-sargento da Força Aérea dos EUA que se autodenominou “Al Capone”, confessou ter desviado 37 milhões de dólares em contratos de TI, em um esquema que durou nove anos e envolveu uma rede de subornos e manipulação de licitações. A confissão, feita na quarta-feira, expõe um caso de corrupção que beira o filme de máfia, com a utilização de apelidos e contas bancárias fantasmas para esconder os rastros.

Um esquema orquestrado com concorrência fraudulenta
O esquema, que se estendeu de abril de 2016 até o momento da confissão, envolvia a manipulação de licitações para contratos de TI com o Departamento de Defesa dos EUA, especialmente para as Forças Aéreas do Pacífico, baseadas no Havai. James, de 51 anos, admitiu ter conspirado com concorrentes para inflacionar os custos dos serviços, direcionando algumas empresas a apresentar lances excessivamente altos e outras, propositalmente baixos, para garantir que seus comparsas levassem a melhor. A estratégia era tão meticulosa que James instruía as empresas a submeterem propostas “baixas e estúpidas”, garantindo o sucesso de seus cúmplices.
A cifra fala por si só: 37 milhões de dólares desviados, uma quantia que poderia ter financiado serviços essenciais para a segurança nacional. O promotor federal do Havai, Ken Sorenson, enfatizou que o esquema não apenas prejudicou os contribuintes americanos e as empresas que buscavam competir de forma honesta, mas também comprometeu a qualidade dos serviços militares, desviando recursos cruciais.