Bostoniense viraliza por puro acaso: sota de trunfo e inesperada autenticidade

Uma repórter da Boston Globe, Emily Sweeney, transformou-se numa sensação online – e não por causa de reportagens ou entrevistas. A razão? A sua voz, um sotaque bostoniano tão característico que explodiu nas Redes Sociais.

A ‘accidental’ fama de sweeney

A ‘accidental’ fama de sweeney

O vídeo, gravado para o jornal, documentava uma invasão de uma mansão em Beverly, Massachusetts. O crime prometia ser um relato picante, mas o sotaque e o fato de usar um tracksuit foram o que geraram o furacão nas redes. Sweeney, veterana repórter de 25 anos, já tinha produzido vídeos antes, mas este foi diferente.

“As pessoas perguntam, tipo, eu planejei o que estava a vestir nesse dia? Eu respondi: ‘Não, é só como eu me visto’, sabe? Era só mais um vídeo, um dia normal”, disse Sweeney ao WBZ-TV. Mas o ‘normal’ não foi normal.

O vídeo alcançou 900 mil visualizações em apenas uma noite e, agora, está a aproximar-se de seis milhões. “Não tento parecer melhor do que sou, sabe? Sou só eu”, afirmou. E, aparentemente, isso é o ponto.

Nascida e criada em Dorchester, Sweeney é licenciada pelo Boston Latin School e pela Northeastern University. A sua ligação com Boston é inegável. “Boston tem esse tipo de corrente subterrânea local que nunca desapareceu. E, quando eu entrevisto pessoas nos bairros, algumas, algumas pessoas que não querem falar, abrem-se um pouco mais porque ouvem e sabem que sou da vizinhança”, explica. “Emily é uma jornalista focada nas pessoas. Acho que isso é ótimo”, celebra Maria Pemberton, produtora de vídeo da repórter.

“E a forma como ela é tão autêntica tem sido incrivelmente inspiradora”, acrescenta Pemberton, estudante de graduação na Boston University. “Há um interesse genuíno por parte de jornalistas experientes, e fico feliz por poder partilhar o meu conhecimento, porque parece-me natural.” Sweeney ressalta que “muitos não percebem todo o trabalho que se faz para produzir uma história bem fundamentada e precisa”. A repórter está a receber mensagens de pessoas até da Austrália. A jornalista de 25 anos, que, com um toque de ironia, conclui: “Melhor tarde do que nunca, não é?”