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Viés racial em reconhecimento facial da polícia de essex revela problemas sistêmicos

A polícia de Essex interrompeu o uso da Tecnologia de reconhecimento facial ao vivo (LFR) após um estudo demonstrar que as câmeras têm metade a probabilidade de identificar corretamente pessoas negras em comparação com outros grupos étnicos. A decisão, divulgada pela Information Commissioner’s Office (ICO), levanta sérias questões sobre a aplicação da inteligência artificial no policiamento.

Estudo revela discriminação em sistema de reconhecimento facial

Estudo revela discriminação em sistema de reconhecimento facial

O estudo, encomendado pela Universidade de Cambridge, analisou dados de 188 atores simulando a passagem por câmeras de vigilância em Chelmsford. Os resultados indicam que, embora a identificação correta de pessoas na lista de vigilância fosse alta (cerca de 50%), a precisão variava significativamente entre grupos étnicos. A taxa de identificação correta era estatisticamente mais alta para homens do que para mulheres, e, de forma alarmante, muito maior para participantes negros.

A ICO alertou outras forças policiais a implementarem medidas de mitigação, considerando os riscos de precisão e viés identificados. A Tecnologia LFR, utilizada em vans ou fixada em locais, tem sido amplamente adotada em 13 forças policiais em Londres, sul e norte de Wales, Leicestershire, Northamptonshire, Hampshire, Bedfordshire, Suffolk, Greater Manchester, West Yorkshire, Surrey e Sussex. O sistema, que identifica rostos em tempo real, levanta preocupações sobre a justiça em um contexto de crescente vigilância.

“Se você é um criminoso passando por câmeras de reconhecimento facial configuradas como as de Essex, a chance de ser identificado como estando em uma lista de vigilância policial é maior se você for negro”, afirma o criminologista Dr. Matt Bland. A pesquisa aponta para a possibilidade de o algoritmo ter sido